terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O amor a 1,75m de altura


Os teus cromossomas foram a combinação perfeita. Assim parecida com a do chocolate que derrete nas bocas quentes… Que palavra é essa: “cromossomas”!? 
Lembras-te agora do que descobrimos juntos? Amores perfeitos: só em flor, e comem-se. Não lhes chega a Primavera.
Mas porque nasce em pântanos a flor de lótus, eu nasci de ti.
Que seria afinal do veneno sem o antídoto? 
Já não me matas mais, Amor.
Nasceste comigo nalguns mergulhos frescos, no respirar profundo. Beleza arrepiante, cromossomas, só.
Não vimos pouco (dessas alturas não é possível ver-se pouco!). Vimos como poucos…
E por isso o adeus ao rio é sempre o pedaço de caminho que nos custa mais.
Já não!
Já não me matas mais.


Maria Supertramp


4 comentários:

  1. fogo... quando leio estes textos vejo que o dom da escrita me abandonou!! muito bom mesmo :)

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  2. A escrita nunca nos abandona!E sim, isto é uma ordem...

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  3. Mary!! Até parece... :) Eu sublinho o que diz o teu irmão!! Se o dom da escrita é a alma e a alma não nos foge, ele está lá! E o teu sempre esteve e estará! Demora-te, como diz alguém... ;)
    Está bem bom o texto Sir Charles! ;)

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  4. As minhas Marias são assim...fantásticas!

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