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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Carta para mim

Dos anos de Caetano guardo a pessoa que não voltarei a ser.
Como é longe voltar atrás...
O que sou, carrego comigo
e são coisas que nada podem em certos dias


É outono. apetecem os corpos os copos e os contos. 
mas já não há outono como era. 
Os frutos amadureceram com a vida e o voo das aves é saudade.

é justo, ao dormir do sol, que a seda da pele busque outros calores, que há calores que sabem a mar sabem a tudo o que foram.
os que eu procuro são futuro.

Gosto de abraços, gosto tanto de abraços!
Complexos sinais, perfeitos.
E sorrisos!
devo beijos e nuvens onde os guardarem
devo chãos e sangue, devo palavras
devo os pés descalços que pisam a orla branca
devo olhares 
e queria poder tudo amanhã!

Quero quase sempre mais do que o que posso querer
Devo quase sempre mais do que o que dou
Mas quero poder tudo um dia.

Todos os dias grata pelos abraços, pelos sorrisos
calor dos calores da minha vida,
Um dia poderei
Ser completamente agradecida.

A folha caída no outono voltará a ser flor na primavera.

Maria Supertramp

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

o que vejo, quando tentar esquecer-te é já não querer lembrar

Paro.
não entras pela porta.
e eu paro.

As simples insuspeitas coisas que deixaste assombram-me
se paro
que não saberei nunca se me amaste como eu queria amar-te. Nem preciso mais: o que só tem uma direcção nunca será caminho.

vou contar-te a história que vivemos.
Duas pessoas, uma teimosia com mil destinos que ficaram por saber.
E sinto a saudade de tudo o que quebrei, sinto
sinto a saudade das pessoas que deixei…
Sentirei sempre a saudade.
Mas amor e saudade serão utopias enquanto forem palavras.

E é no teu adeus que começam os meus caminhos!

Regressamos devagar às memórias como quem volta a casa, continuamos a acreditar que a chave dessa porta alguma vez nos pertenceu mas a única coisa que abriu foi passados.
Como posso continuar a olhar para essa porta?
se sempre quis futuro.

Não quis que fosse o fim mas já é tarde. É muito tarde e 
é tarde demais.

Quando penso em nós não penso em querer-te, penso em mudar-te.
Quero esquecer-te! E depois, 
que mal tem quebrar a maldição dos cómodos caminhos que me levam a ti quando me esqueço que já não preciso lembrar-te?

Ontem fizeste-me falta. 
Nunca saberás a falta que me fazias quando precisei que soubesses
nunca conseguirei mudar o que ficou por fazer se já não lembro.

Nem preciso de te esquecer. 
Quero os meus caminhos.
Paro
e não entrarás mais pela porta 
que não voltará a abrir. 

Esquecer afinal não é preciso se já não preciso de lembrar.

Já não temos idade para não sabermos esquecer.
A idade que fomos ficará, sim, mas não é
nem futuro.
Eu não posso ficar, não podemos insistir em portas fechadas.

A chave fica comigo
Para a perder para sempre.

Maria Supertramp

quinta-feira, 2 de maio de 2013

qui faulta você mi faiz


Querido não-sei-quê,

Ligou-me hoje uma amiga a dizer que não sabe ao certo se alguma vez foi feliz.
Recebi aquela notícia com a consternação que não pode faltar a quem quase partilha essa dúvida alguns dias por semana, e que sabe do que se está a sofrer aqui.

Tenho desde sempre esta ideia de ti: és uma rocha impenetrável quando sofres.
Nada disto é bom.
Eu sei. E gostaria de te poder contar tudo o que falámos, na língua dos fortes, mas o que é que tudo pode ser? Não sei se pode ser, aliás. Não me peças o que não pode ser ainda.
A poesia é na minha vida a única maneira de apagar o escuro onde me encontras cada vez mais, e de haver luz, onde já não me desvendas nem eu sou, não interessa quantas vezes me chamasses sol.

O silêncio não te faz bem, ao mesmo tempo que não somos felizes, certo?
Ou somos e ainda não sabemos? Que isto de se ser feliz é como um escritor que escreve e não é lido, como um músico que compõem e não é ouvido, como quem ama e não é amado mas tu continuas a amar porque sim, a escrever, porque sim, é esse o teu sentido. É isso que tens de fazer e pode ser que já sejas mas ainda o ignores (ainda que duvide sempre mais que alguma felicidade possa vir do conhecimento, parece que é assim).

Criar felicidade é tão simples! Criar infelicidade também, só não sei se pesa mais.
Nunca fiar. Voltemos à dúvida.
Lembra-nos que temos a alma agarrada a tanto, por vezes, muito pouco, mas que esse pouco anima a caminhada, Ensina-nos que melhor seja levar uma vida tocada de ouvido, ao ritmo do que somos e desejamos ser, do que guiar-nos por uma pauta, em segurança. Não se pode dizer tudo o que se pensa, seria dizer demais, seria arrastar para os nossos cárceres os que amamos, mas também ganhar os seus braços longos,
que nos salvariam.
Não sei o que escrevo mas escrevo.

E depois Silêncio.
Sinto a falta de muitas coisas
Muitas coisas.
Sei como comunicamos silenciosamente.

Pediram-me que escrevesse esta carta mas não sei sobre o que quero escrever. Já tudo foi dito alguma vez. Para mim
As músicas já disseram tudo o que havia para dizer e mais do que isso por estes dias não sou da música, sou do silêncio. E quando é sobre o silêncio, é sobre nós e coisas que não podem ser ditas e coisas malditas.
Já sei que sou a rocha intransponível, dizes-me sempre isso,
terminamos sempre as conversas assim e eu sei que sou mas tive um tempo em que não fui.
Do lado de cá do terrível silêncio, as tempestades continuam.
Malditas as coisas que se dizem com silêncio e eu
Nestes dias
Não sou do amor, nem das cartas, nem da música, nem de Paris. Sou do silêncio. Por estes dias, sou silêncio.
Sobretudo o amor, não admite silêncio (e as cartas escritas a branco)
E quando amar é silêncio…
Tu que querias amor que fosse toalha que enxuga o suor dos dias, que fosse mão que alivia o peso,
E só depois fosse palavra. amor também é palavra.
e como palavra que é, fosse canção para viveres mais canções para sermos mais…

tu.
and you ask yourself: where is your mind?

Foda-se tudo o que está errado nas nossas vidas sobretudo se o que está errado nas nossas vidas somos nós próprios, para começar.
Não tenho a certeza se já fui mais feliz e não sei quando vou ser ou quando deixei de ser
Mas a vida é isto: a todo o tempo podemos transformar-nos em casas desarrumadas
compartimentos cheios de tralha
avessos por desvirar.

Está tudo desarrumado na minha vida, e não sei se a desarrumação tem conserto.

Para isso precisava da pontualidade de certos sorrisos…
Preciso desses sorrisos com o futuro lá dentro.
E das pessoas que vêm com eles
De todas as coisas perdidas, nada me custa mais do que perder os sorrisos.

qual é o teu próximo destino? Querem sempre que tenhamos um próximo destino.
não quero próximos destinos!
a vida necessita de pausas mas eu não quero outros destinos
Precisa-se é de leis que nos obriguem a ser felizes: ministérios da felicidade!
Mas já não quero próximos destinos.
Já não quero, nem assim tanto como um dia quis, obrigada mas já não quero.

há mais chuva na minha vida do que aquela que eu desejaria
há mais frio do que aquele que eu pensaria sentir
mais chuva
do que aquela que o meu avesso deveria ter.
Sol. E chuva, outra vez.
entre o bom e o mau estará sempre a saudade os fins que não são finais.
Sempre a saudade…
Coisas por acontecer e
A Felicidade.
se voltar
é porque é feita de amor.

Maria Supertramp

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Vêm de muito longe e chegam incompletamente


Vêm de muito longe e chegam 

incompletamente 

ao pequeno vulnerável sítio entre o meu coração e a minha vontade

coração ateu (nessas coisas dos amores em part-time), vontade 

dividida, que quase acreditou

em amigos.

Inconstantes nas cores como no percurso

Adoro como passas por mim 

e sorris.

Adoro como passas por mim

e não sorris.

Adoro como passas por mim.

Incompletamente.

Não se perseguem borboletas!

Fossem outros, de outras pessoas, outras pessoas, de outros 
modos, outras coisas?
Passam incompletamente. Passam…

Elas pousam, se quiserem…

Perfeito desacerto pensar possuir alguém se nem a própria vida 

possuímos…

E no entanto nunca me apeteceu faltar ao encontro fatal da areia

com o mar!

Sempre me serviu para visitar últimos amigos e

A solidão sempre me restou como companhia.

Sítios desertos, continuarão sempre

À nossa espera.

Maria Supertramp


Itálico correspondente ao texto de Manuel António Pina, «Farewell Happy Fields» in Poesia Reunida, Lisboa, Assírio & Alvim, 2001

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Imo


Conheço uma palavra que traiu todos os efeitos dos exercícios de repetição: amizade.

Essa felicidade que não se encontra nem se conquista, merece-se.

Ter amigos é reconhecer a nossa imperfeição, é ser inteiro, não possuir, cultivar, é sermos mais porque gostamos não porque é necessário, é ser completo de uma maneira que por vezes nos faz desejar não conhecer mais ninguém. Círculo. Perfeição. Esperança. Escolha. Maravilhosos mundos novos. Milagres onde o coração encontra vida.

Como me fazeis feliz…

Consideremos então a amizade: universo de pequenas coisas, espaço de renovação da luz.

A amizade não é um lugar onde possamos ir sozinhos.

E os amigos: abro janelas para todos os sítios do mundo quando vos quero ver e não estais comigo – que a paz é uma aparência de lugar que poucos conhecerão enquanto não compreenderem a Natureza, ou os Amigos, ou a natureza dos amigos. Algumas janelas abrem para dentro de mim. Na natureza, desde essas janelas, visitam-me os amigos. Abraço-os quando toco as árvores, conversamos quando cantam os pássaros e as folhagens, viajamos juntos quando percorro a braço as ondas e a brisa das falésias me eleva e a visita do entardecer é morna e ‎acalma as fúrias que arrasto comigo. Mas só porque me acompanhais. E assim, estamos sempre juntos.

Concluo sempre que o que me contenta na vida é quanto ainda espero dela e desejo partilhar convosco: amigos são pintores de ilusões, motores de esperança, brisa morna que me aconchega na contrariedade, obra inacabada!

Os dias que nos pertencem, e os que nos pertenceram, mais do que memórias da minha vida são desejos de as continuar a construir convosco. 

Desejo-me a boa-sorte de nunca vos ver partir.

Estranha forma de amar!

Abraços intermináveis, risos longos, saudades terríveis: dos tempos – de todos os tempos, dos amigos – só dos amigos.

Já se detiveram no pensamento das consequências do desaparecimento desses amigos na vossa vida?

Como seria com o vazio da vossa ausência, com o não poder ver mais nem tocar nem falar? Não poder mais!

Não quero.

Como me fazeis falta…

Não sabeis a falta que me fazeis…

Para sempre, convosco, é já ali!

Maria Supertramp

quarta-feira, 2 de maio de 2012

One last cigarette, and I'm gone*


Dizias-me, sempre que te escrevia, que as coisas que desejamos tarde ou nunca as conseguimos.

Dizias-me, sempre que te escrevia, que não sabias se a minha alma te pertencia mais do que te pertenciam as minhas palavras, que teimava em te escrever num pedaço de folha qualquer, num talão de supermercado, num ticket para aguardar a vez, a minha vez, num bilhete de teatro.

E dizias, sempre que te escrevia, que o amor não se devia servir das palavras, que morrem jovens, quando são ditas da boca para fora ou escritas num pedaço de papel qualquer.

Que ridículo! Dizia-te eu quando nunca me escrevias.

Os amores são ultimatos, preces vitais para a urgência de viver, para o sentido de morrer. Mas nunca será: o amor ou a vida!

Por isso devíamos poder escrever Amo-te na pele como no papel. Dizia-te eu. Quando nunca me escrevias.

Gostava de poder dizer que te dei ouvidos. Mas insisto que também se pode amar quando se escreve. E amei-te melhor quando escrevi. E tu, tu tiveste-me melhor, quando escrevia!

Ouve: só por palavras se pode ser em tudo quanto se amou. Dizia-te eu quando não te escrevi. Nunca mais.

Ali reconstruímos vezes sem conta essa dança primitiva entre o sim e o não.

Agora já não há o arrepio por não ter corpo que os dedos irresponsáveis pudessem descobrir, e que foi solidão por já não haver!

Que já não é.

Aqui. Agora.

Há ausências que são felicidades!

Agora já só tenho memórias ridículas de coisas que pelos vistos foram feitas para ser ridículas. Ou muito ridículas. Como as palavras com que se prostitui o papel que se gasta em cartas. Qualquer pedaço de papel.

Esqueci a tua voz: segredo asilado em fendas que me esqueci de fechar.

O segredo já não é nada. Agora.

As palavras não eram nada? Ignoro o que isso seja, ser nada. Palavras que são nada. Palavras que não devem?

 Só as que nunca te consegui dizer podiam ter sido tudo. Agora. E que nunca mais te escrevi.

Se te encontrasse hoje não me lembraria da tua face. E já tinha esquecido a tua voz. Apercebi-me por fim que o esquecimento não é nenhuma ferida.

Só lamento ter-me apaixonado por caminhos por onde não fui. Mas agora sou outras coisas. Também sou outras coisas.

E foi assim a brincar que partimos o coração, que perdeu peças e agora não quer funcionar. E à força de não funcionar, se não se consertam pessoas, não podíamos ser pequeninos para sempre? Que loucura!

E não há sempre alguma razão na loucura?

Foram beijos aliterados as Palavras escritas num pedaço de papel qualquer. Agora.

Poema verdadeiro, que atravesse muros, de alto risco, é ser para sempre. Loucura.

Além-palavra é só e apenas um novo começo.


Outro algum.


Maria Supertramp


*anteriormente sob o título ´o amor não se devia servir das palavras`

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Amor-a-dias


O amor tem dias, como a poesia.

Ainda um nome que de repente acrescenta mais tinta às letras, mais negro à tinta…

Não foste o nome que nos sabia ter de respirar passados para ler futuros? Eu sou o nome que quer que comecem cedo esses dias!

E muitos nomes que são o princípio de poucas coisas.

Coisas propositadamente perdidas.

Só nunca percebi de que te serviu correr mundo, se quando eu queria chegar tu partias? O amor não se pode transportar em malas! – (nem fica bem se for telecomandado)

Será que ainda seria coisa nenhuma,

Se sobre o teu peito de terra pousasse a minha mão, e te sentisse
Respirar?

Ou já nem a chuva te quer e não te molha, que não cheira bem contigo!

Poeira que nunca assentou é chuva que ainda apetece. Mas parti na véspera disso tudo.

Estou bem, obrigada.

A poesia tem dias, como as abelhas.

Ah! Quem me dera ter mais do que esses dias…




Maria Supertramp

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O amor a 1,75m de altura


Os teus cromossomas foram a combinação perfeita. Assim parecida com a do chocolate que derrete nas bocas quentes… Que palavra é essa: “cromossomas”!? 
Lembras-te agora do que descobrimos juntos? Amores perfeitos: só em flor, e comem-se. Não lhes chega a Primavera.
Mas porque nasce em pântanos a flor de lótus, eu nasci de ti.
Que seria afinal do veneno sem o antídoto? 
Já não me matas mais, Amor.
Nasceste comigo nalguns mergulhos frescos, no respirar profundo. Beleza arrepiante, cromossomas, só.
Não vimos pouco (dessas alturas não é possível ver-se pouco!). Vimos como poucos…
E por isso o adeus ao rio é sempre o pedaço de caminho que nos custa mais.
Já não!
Já não me matas mais.


Maria Supertramp


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Prelúdio para um beijo


Vem nas enciclopédias que no princípio era o sonho.

Daqui donde te escrevo já não se ouve a luz com que me acordavam os teus olhos.

Daqui donde te escrevo, não se ouve a luz, nem o entardecer onde esqueci em que degrau parei quando te soube outro. Só sei que o teu amor foi sempre esse sol inclemente e a tua mão a estrada.

E se te dizia querer o amor inteiro, o que guardei nas palavras, e há palavras que envelhecem dentro de nós sem nunca conhecerem o início dos lábios. Ainda o quero. Dos teus lábios. Envelhecem tarde. Dos teus lábios. E os lábios envelhecem.

E as manhãs de Junho azul quando as manhãs acordavam com copos sujos, de que se encarregou a noite.

Sempre que chegavas era o amor que eu queria que batesse à porta. E tu não nasceste. E é difícil ter linhas invisíveis para caminhar se sabias que eu sempre caminhava.

Hoje sei que não é bom expormo-nos à crueldade do sol que aquece devagar. Fahrenheit a noite estala: tu foste chuva eu era lava, agora, sem brisa, a boca é cinza, as ruas são cinzas. E verde, coruscante, verde, Sintra, no inverno e no verão.

Por vezes o destino não é pior do que o imaginámos e o teu beijo ainda é o nada que é tudo, mapa duma alegria onde me guiavas por instinto. Que a tristeza nota-se sempre mais de lado quando te vejo. Mas já não te vejo e,

Ainda guardo búzios donde bebemos, ainda guardo oceanos, ainda guardo forças para te dizer o que calei: ainda te aguardo. Não há viagem que me possa fazer feliz se a minha alma só era feliz porque era a tua, porque foi ali e ainda te guardo. E já não viajo…

Ouves? Daqui donde te escrevo já não se vê a luz! Já não te ouço. No escuro as minhas mãos só te vêem assim. E as mãos sabem! O tempo cumpre as promessas que faz e já não se espera que os dias possam ser corrigidos pela música. E as mãos sabem!

Vejo que unindo todos os tremores os pontos fariam algum sentido, mas depois fugia.

Quero que vás, agora. Só não vás tão longe que te surja a noite sobre o nome que te beijou.

Perdoa as noites em que ainda és sol mas o coração já arrefece, dormente.

Dos lábios, houve um beijo que só conheceu princípio, e no princípio era o sonho.

Vem nas enciclopédias que no fim já não há sonho, sabes?
Adeus saudade. 

Aqui me despeço de ti.

Já só te escrevo com as palavras dos livros que eram e que li contigo. Já não és mais dos teus lábios. Dos teus lábios!
Adeus palavra. Dos lábios, perdoa o beijo.

E se hoje começam as coisas que me estavam destinadas para sempre, não posso prometer mais nada.



Maria Supertramp