terça-feira, 21 de outubro de 2014

Carta para mim

Dos anos de Caetano guardo a pessoa que não voltarei a ser.
Como é longe voltar atrás...
O que sou, carrego comigo
e são coisas que nada podem em certos dias


É outono. apetecem os corpos os copos e os contos. 
mas já não há outono como era. 
Os frutos amadureceram com a vida e o voo das aves é saudade.

é justo, ao dormir do sol, que a seda da pele busque outros calores, que há calores que sabem a mar sabem a tudo o que foram.
os que eu procuro são futuro.

Gosto de abraços, gosto tanto de abraços!
Complexos sinais, perfeitos.
E sorrisos!
devo beijos e nuvens onde os guardarem
devo chãos e sangue, devo palavras
devo os pés descalços que pisam a orla branca
devo olhares 
e queria poder tudo amanhã!

Quero quase sempre mais do que o que posso querer
Devo quase sempre mais do que o que dou
Mas quero poder tudo um dia.

Todos os dias grata pelos abraços, pelos sorrisos
calor dos calores da minha vida,
Um dia poderei
Ser completamente agradecida.

A folha caída no outono voltará a ser flor na primavera.

Maria Supertramp

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